O que acontece quando a Ciência Viva nos desafia?

Este blog é uma espécie de diário das aventuras de quatro alunos do 8º ano que estão a tentar perceber "o que dizem os macroinvertebrados sobre a poluição". A acção acontece no Rio Pelhe, em Vila Nova de Famalicão, e numa escola mesmo ao lado...

então, e agora?

 Os nossos próximos passos vão ser:
  • divulgar o blog para partilhar o nosso trabalho;
  • fazer uma pesquisa mais detalhada sobre os riscos da poluição da água na saúde;
  • contactar com o grupo de alunos do 11º ano da Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco, também de Vila Nova de Famalicão, e que têm um projecto no âmbito do concurso "Faz Portugal Melhor" que se chama BioPelhe;
  • enviar uma carta ao presidente da Junta de Freguesia de Vale S. Cosme e da Câmara de VNF a divulgar os nossos resultados e a manifestar a nossa preocupação com a qualidade da água do rio;
  • fazer um poster a alertar a população para os perigos da poluição e a importância de tentar recuperar o rio Pelhe (divulgar pelos cafés, farmácia, igreja e posto de saúde). 

O relatório...

Como sempre, no final de uma actividade experimental, há que continuar a pesquisa e registar os dados e conclusões...


e cá está o nosso relatório!

As nossas preocupações...


Estamos preocupados com uma coisa. Se os macroinvertebrados que existem no rio Pelhe, no percurso junto à escola, são seres vivos que se adaptam bem à poluição e nos indicam que a água está “extremamente poluída” então, nós não devíamos andar a mexer naquela água!!!

O problema é que às vezes as bolas fogem-nos do campo e vão dar um mergulho… Parece-nos importante chamar a atenção dos nossos colegas para este nosso trabalho de investigação, porque já reparámos que, nem bolas nem mãos são desinfectadas.

Fazemos já os primeiros apelos:


  1. ter cuidado para a bola não ir para o rio;
  2. se a bola cair à água, lavar a bola muito bem e desinfectar as mãos com o álcool-gel disponível na escola antes de tocar em alguma coisa (é muito fácil nos esquecermos e levarmos a mão ao olhos, boca ou nariz)

clica aqui para relembrar a técnica correcta de lavagem das mãos

Comparação de dados...

Fomos pedir à Direcção Pedagógica o relatório do projecto “Rio Pelhe: Recordar e Recuperar” (já falámos nele no nosso 1º post). Estivemos a comparar os resultados, e ficámos curiosos em relação à nascente, porque, segundo o relatório, a água na nascente tinha boa qualidade…
Já estamos a tentar organizar uma visita para fazermos recolhas de macroinvertebrados na nascente. Queremos observar outros animais para além de minhocas, caracóis e alfaiates :p
Parece que na altura, os nossos colegas até encontraram pequenos crustáceos de água doce :D

No laboratório!


Chegou finalmente a hora da verdade!!!

Para procurar os macroinvertebrados nas amostras recolhidas, e para os classificar, organizámos a turma em vários grupos, para cada grupo estudar um dos sacos das amostras. Utilizámos o seguinte material:

  • 1 conjunto de Peneiros;
  • pinças;
  • lupas binoculares;
  • colheres;
  • espátulas;
  • placas de pétri e vidros de relógio;
  • formol;
  • frascos de plástico com tampa;
  • tinas de vidro;
  • tabuleiros.
 
 

O primeiro passo foi peneirar as amostras...


Como não conseguimos encontrar o Rosa de Bengala atempadamente, os nossos macroinvertebrados estavam com a sua cor natural, e estivemos com os olhos muito bem abertos;)

Durante esta manhã, fomos ainda completando a nossa informação suplementar:

 

Depois de uma atenta pesquisa, identificámos e guardámos os macroinvertebrados em frascos próprios.


Fomos tomando nota, 

e preenchendo a nossa tabela...


A pontuação total não é nada animadora -> 7

Ao verificar o resultado na tabela de Classes de Qualidade, o nosso rio está “Extremamente poluído”. :-(



O grande dia!

Com o equipamento necessário, iniciámos uma “grande viagem” através do parque de estacionamento até finalmente, passados cerca de 2 minutos estarmos prontos a entrar em acção!



Fizemos as colheitas nos pontos A, B e C, que estão assinalados na fotografia acima.
Enquanto uns recolhiam as amostras,



outros iam tomando nota da informação suplementar:

As amostras foram guardadas, em sacos devidamente identificados, no laboratório… 


o que será que vamos encontrar?

Os preparativos!


Cá estamos outra vez ;) estivemos a pensar, e decidimos convidar o resto da turma a participar na recolha de macroinvertebrados, porque assim podemos utilizar este trabalho para representar a turma na feira da ciência que se vai realizar aqui na escola em Março.
Foi uma aula muito divertida, estivemos a falar sobre o projecto e a Elisa ia perdendo a paciência porque o resto dos colegas estavam a demorar muito tempo a organizar a lista do material necessário para a nossa saída de campo.

A professora ofereceu-se para ajudar com as suas “super galochas” e o Nelson também se voluntariou para trazer as dele.
Com a lista de material pronta:

  • Galochas de borracha;
  • 8 Sacos de plástico;
  • 1 Pá;
  • Luvas;
  • Marcador de acetato;
  • Frasco de vidro para recolha da água;
  • Rede para recolha;
  • Termómetro;
  • Máquina fotográfica.

    Estamos ansiosos pelo dia de amanhã…

    Afinal... o que são os macroinvertebrados?

    Os macroinvertebrados são animais invertebrados, visíveis a olho nú, que habitam o fundo dos rios, debaixo de pedras, nos caules de plantas aquáticas, e que conseguimos capturar com uma rede de malha fina. São abundantes nos rios e podem ser anelídeos, crustáceos, moluscos, e insectos. Estes animais são bons bioindicadores, porque são fáceis de recolher e visíveis a olho nú e grupos diferentes apresentam diferentes níveis de tolerância à poluição. Assim, através da recolha e identificação dos grandes grupos a que pertencem os macroinvertebrados de um curso de água, como o nosso rio Pelhe, podemos utilizar o índice BMWP (Biological Monitoring Working Party - Score) para, através do somatório da pontuação atribuída a cada um, concluir sobre a qualidade da água na zona amostrada.  A pontuação de cada grupo está relacionada com a sensibilidade de cada grupo à poluição, sendo atribuídos valores mais próximos de "10 " aos animais mais sensíveis à poluição, e valores mais próximos de "1" aos que são mais tolerantes aos poluentes.

    Olá!

    Somos quatro alunos, do 8º ano, da Escola Cooperativa de Vale S. Cosme, em Vila Nova de Famalicão.
    A Elisa, o Frederico, a Susana e a Inês (: em Dezembro, a professora de Ciências fez-nos uma proposta: participar no desafio "O que dizem os Macroinvertebrados da poluição da tua zona?", incluído no Projecto “Oceanos, Biodiversidade e Saúde Humana” no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade.

    Mesmo ao lado da nossa escola existe um rio, pequeno, e um bocadinho mal-cheiroso, chamado Rio Pelhe… Ficámos a saber que, há 9 anos, a nossa escola esteve envolvida num projecto que se candidatou ao concurso Ciência Viva 2001 – “Rio Pelhe: Recordar e Recuperar”. Os alunos dessa altura participaram em caminhadas de limpeza das margens do rio, fizeram análises à água e ao solo, e também fizeram colheitas de macroinvertebrados… alguns até estão em frasquinhos no nosso laboratório!!

    Este rio, que nasce na freguesia da Portela, passa pelas freguesias de Telhado e  Vale S. Cosme até chegar à nossa escola continuando na direcção NE-SW até chegar ao rio Ave. Pelo que nos contaram, os macroinvertebrados da nascente e os da nossa escola, são muito diferentes, parece que na nascente havia larvas de libelinha, e aqui ao passar pela escola, os “habitantes” eram minhocas e sanguessugas. Estamos curiosos para saber o que vamos encontrar, e o que isso significa.